Sábado, 26 de Maio de 2012

Jogos Tradicionais em Alcobaça

24 de Maio 2912

Por iniciativa das Instituições de Solidariedade Social tem vindo a realizar-se anualmente um encontro com os seus utentes no sentido de voltarem a praticar os jogos do seu tempo de criança.
Por isso, no passado dia 24, foi escolhido o jardim junto dos Paços do Concelho para a confraternização dos idosos, onde estiverarm vários jovens estudantes do IPL.
Touxeram para o jardim várias espécies de jogos, ajudando as pessoas idosas a executá-los.
Não faltou o jogo das argolas, assim como outros que raramente eram utilizados.
Muitos eram bem conhecidos, como é o caso das latas, do burro, da malha e do galo.
Havia outro tipo de jogos, procurando que todos os pudessem experimentar.
Houve grande animação durante todo o dia, indo algumas instituições durante a manhã e outras após o almoço.
O Centro Social Paroquial de Turquel esteve presente na parte da tarde com duas dezenas de idosos, procurando quase todos eles executar os jogos existentes.

Os jovens que estudam animação cultural foram muito dedicados e ofereceram um bom acolhimento a todos.
Todos os jovens se empenhavam para que nada falhasse.
Entretanto, foi servido o lanche naquele local bastante aprazível.
No grupo de Turquel, havia uma aniversariante e não foi esquecido o tradicional bolo.
Cantaram-se "os parabéns" e procedeu-se à distribuição do bolo pelos elementos do grupo.
Os jogos foram continuando e o fim da tarde ia chegando.
Foi uma tarde bastante animada e de muita confraternização.
Quase ao fim da tarde, arrumava-se tudo o que serviu para a permanência das pessoas e iam sendo terminadas as actividades.
Antes da partida, quiseram deixar o registo da sua presença e seguiram para o autocarro que a Câmara pôs à sua disposoção para o regresso.
Este evento foi coordenado pela Assistente Social em serviço no Centro Social Paroquial de Turquel e apoiado pelo Município de Alcobaça.

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

TRADIÇÕES RECRIADAS pelas crianças

17 de Maio 2012
As festas das cruzes ainda hoje são comemoradas em diversas localidades do país, como é o caso de Barcelos, de Monsanto e outras. Também em Turquel, no dia 3 de Maio, se realizavam as festas em honra do Senhor Jesus do Hospital, em que se venerava o Crucifixo pintado por um peregrino, que ali pernoitou.
Realizavam-se também feiras nessa data, inicialmente no Olivalinho e mais tarde no Casal da Lagoa.
A cruz é o símbolo dos cristãos, por isso, elas estão espalhadas por todo o lado, principalmente onde alguém falece, nos casos de acidente. E obrigatória em todos os edifícios religiosos, mas está presente em todo o lado, de acordo com a devoção das pessoas.
É tradição fazer-se o sinal da cruz no início de certas actividades, como é o caso dos jogadores de futebol ao entrarem no campo.Também em Turquel encontramos três cruzes de pedra com cerca de um metro de altura e que foram colocadas nas extremidades da povoação. Dali se benziam os campos e se rezavam as ladainhas, aquando do crescimento das sementeiras. Também as pessoas colocavam cruzes de flores nas suas searas, logo de manhã, antes de o Sol nascer. Estas tradições eram comemoradas desde o Dia da Santa Cruz, 3 de Maio, até ao dia da Ascensão (Dia da Espiga), comemorado 40 dias depois da Páscoa.

Até ao local das cruzes, os ritos religiosos na assistência aos doentes e acompanhamento dos defuntos eram celebrados de forma diferente.
As cruzes colocadas nas extremidades de Turquel têm sido enfeitads com flores nos primeiros dias de Maio. Há alguns uns anos que nem todas têm sido decoradas.
Devido ao programa da acção educativa do Agrupamento de Escolas da Benedita que é dedicado ao património imaterial no ano lectivo corrente, a Escola  do 1º Ciclo de Turquel tem vindo a debruçar-se sobre as nossas tradições. Por isso, a equipa formadora com as suas crianças foram até junto de uma das cruzes que estava a ser enfeitada, e ali assistiram ao trabalho que ia sendo realizado, fazendo as mais diversas perguntas, que iam sendo respondidas pelas senhoras que a decoravam. Perante este conhecimento adquirido, foram decorar uma das cruzes que tem sido esquecida e procederam à colacação de verdura e flores. Esta cruz situa-se próximo da sua escola.

Como as crianças do Centro Social Paroquial de Turquel têm como tema para este ano lectivo "Retalhos da Vida de Turquel", também a sua equipa formadora quis intervir no embelezamento de uma das cruzes, que, por sinal, não tem vindo a ser enfeitada ao longo destes últimos anos. Situa-se na entrada norte da vila. Os seus funcionários procederam à sua decoração, enquanto algumas crianças assistiam.
Por fim, já devidamente decorada, veio a Directora Pedagógica com o seu grupo de crianças observarem o pequeno monumento, tendo-lhes sido explicado o motivo daqueles trabalhos com flores.
Tem havido uma grande sensibilização para importância do património turquelense no sentido de ser conhecido e preservado.

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Nossa Senhora das Rosas-Minho


13 de Maio de 2012
Desejando continuar a conhecer o nosso rico património português, fomos participar na Festa das Rosas em Vila Franca do Lima, junto de Viana do Castelo.
Do largo do Pelourinho de Turquel, partimos com um grupo, pelas 7 horas do dia 13 de Maio em direcção a Viana do Castelo, onde visitámos o Monte de Santa Luzia e desfrutámos da beleza dali avistada.
Como a viagem foi um pouco longa, depressa chegou a hora do almoço, que foi junto ao Rio Lima, em Viana do Castelo. Ali, degustámos um saboroso almoço à minhota, onde não faltou o especial  vinho verde.
Depois de reconfortados, dirigimo-nos a Vila Franca do Lima onde começámos por visitar a sua igreja que continha os andores e cestos que iriam desfilar na procissão.
Todo o seu interiror estava devidamente decorado com grande quantidade de rosas e a visita dos forasteiros era permanente.
Pelas 16H30, deu-se início à cerimónia litúrgica presidida pelo Sr. Bispo, D. Anacleto Oliveira, que exercera a sua missão no Patriarcado de Lisboa, como Bispo auxiliar do Oeste.
Na procissão, desfilaram os tradicionais cestos enfeitados pelas jovens da terra que os transportavam com muito custo, devido ao seu peso de cerca de 50 quilos. Após alguns metros percorridos, as raparigas iam-se substituindo com a ajuda dos rapazes que as acompanhavam.
Ña procissão desfilaram nuitas pessoas recriando vária fases da vida de Nossa Senhora.
Na frente da procissão seguia uma grande quantidade de bombeiros com os seus tambores que ajudavam na cadência dos passos.
Logo a seguir, vinha um par do rancho local que embelezava o desfile.
Não faltou o Provedor da Irmandade Local que envergava a bandeira própria.
Foram muitas as recriações da vida de Maria. A maioria das pessoas eram crianças, mas todas elas representaram com muita concentração.
Houve uma representação que chamou muito a atenção, pois era dia 13 de Maio, dia do auge das cerimónias em Fátima: o desfile de 3 crianças representando os Pastorinhos de Fátima. Esta encenação foi feita por 2 grupos. Foi muito comovente também por serem crianças que demosntravam a responsabilidade que estavam assumindo.

 
Atrás destas crianças, outras jovens transportavam o andor com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Como não podia deixar de ser, era a festa de Nossa Senhora das Rosas, mas também foi encenada a vida de seu filho, Jesus Cristo.
Apareceram muitas crianças qu recriaram a vida de alguns santos, aparecendo até uns cãezinhos, lembrando S. Francisco de Assis.
Para além das inúmeras pessoas que participaram na procissão, uma imensa multidão se colocou ao longo do percurso com o devido recolhimento.
Depois, foi então a vez do desfile das jovens com os seus pesados cestos decorativos, à cabeça.
A presença dos rapazes foi necessária para a ajuda necessária na substituição da transportadora do cesto.
O dia estava quente, o que dificultava mais o esforço para levarem os cestos.
Mas o esforço era compensado pela quantidade de palmas que o povo exibia à passagem das mordomas.
A alegria era muito grande pelo bom desempenho da sua missão.
O povo entusiamava-se à passagem da procissão e com comentários muito positivos.

Também os andores eram muito pesados e, apesar de serem transportados por rapazes, tinham de parar várias vezes para recuperarem as suas forças.
A difuldade aumentava quando uns eram mais altos que outros!
Também o grupo de acólitos quis mostrar o seu numeroso grupo.
Quase no fim da procissão, vinha então o Senhor Bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto de Oliveira, natural do nosso distrito.
Como já é tradicional destas festividades, atrás vinham as bandas de música que actuaram, durante toda a tarde, no coreto, junto da igreja,
Reparámos no pormenor de uma banda ter os instrumentos amarelos e outra ter os brancos!


Por fim, regressámos ao local onde estavam estacionados os autocarros e a manifestação de contentamento continuava.
Enquanto os jovens acordeonistas tocavam, muitas pessoas dançavam.
Todas as pessoas iam regressando aos autocarros e depois foi a viagem para as nossa terras.
Na viagem, a alegria continuou e não faltou quem abrilhantasse a festa com a sua arte de animação.
Foi um dia muito divertido com a alegria de todos e aumentando os conhecimentos de património material e imaterial!