13 de Maio de 2012
Desejando continuar a conhecer o nosso rico património português, fomos participar na Festa das Rosas em Vila Franca do Lima, junto de Viana do Castelo.
Do largo do Pelourinho de Turquel, partimos com um grupo, pelas 7 horas do dia 13 de Maio em direcção a Viana do Castelo, onde visitámos o Monte de Santa Luzia e desfrutámos da beleza dali avistada.
Como a viagem foi um pouco longa, depressa chegou a hora do almoço, que foi junto ao Rio Lima, em Viana do Castelo. Ali, degustámos um saboroso almoço à minhota, onde não faltou o especial vinho verde.
Depois de reconfortados, dirigimo-nos a Vila Franca do Lima onde começámos por visitar a sua igreja que continha os andores e cestos que iriam desfilar na procissão.
Todo o seu interiror estava devidamente decorado com grande quantidade de rosas e a visita dos forasteiros era permanente.
Pelas 16H30, deu-se início à cerimónia litúrgica presidida pelo Sr. Bispo, D. Anacleto Oliveira, que exercera a sua missão no Patriarcado de Lisboa, como Bispo auxiliar do Oeste.
Na procissão, desfilaram os tradicionais cestos enfeitados pelas jovens da terra que os transportavam com muito custo, devido ao seu peso de cerca de 50 quilos. Após alguns metros percorridos, as raparigas iam-se substituindo com a ajuda dos rapazes que as acompanhavam.
Ña procissão desfilaram nuitas pessoas recriando vária fases da vida de Nossa Senhora.
Na frente da procissão seguia uma grande quantidade de bombeiros com os seus tambores que ajudavam na cadência dos passos.
Logo a seguir, vinha um par do rancho local que embelezava o desfile.
Não faltou o Provedor da Irmandade Local que envergava a bandeira própria.
Foram muitas as recriações da vida de Maria. A maioria das pessoas eram crianças, mas todas elas representaram com muita concentração.
Houve uma representação que chamou muito a atenção, pois era dia 13 de Maio, dia do auge das cerimónias em Fátima: o desfile de 3 crianças representando os Pastorinhos de Fátima. Esta encenação foi feita por 2 grupos. Foi muito comovente também por serem crianças que demosntravam a responsabilidade que estavam assumindo.

Atrás destas crianças, outras jovens transportavam o andor com a imagem de Nossa
Senhora de Fátima.
Como não podia deixar de ser, era a festa de Nossa Senhora das Rosas, mas também foi encenada a vida de seu filho, Jesus Cristo.
Apareceram muitas crianças qu recriaram a vida de alguns santos, aparecendo até uns cãezinhos, lembrando S. Francisco de Assis.
Para além das inúmeras pessoas que participaram na procissão, uma imensa multidão se colocou ao longo do percurso com o devido recolhimento.
Depois, foi então a vez do desfile das jovens com os seus pesados cestos decorativos, à cabeça.
A presença dos rapazes foi necessária para a ajuda necessária na substituição da transportadora do cesto.
O dia estava quente, o que dificultava mais o esforço para levarem os cestos.
Mas o esforço era compensado pela quantidade de palmas que o povo exibia à passagem das mordomas.
A alegria era muito grande pelo bom desempenho da sua missão.
O povo entusiamava-se à passagem da procissão e com comentários muito positivos.
Também os andores eram muito pesados e, apesar de serem transportados por rapazes, tinham de parar várias vezes para recuperarem as suas forças.
A difuldade aumentava quando uns eram mais altos que outros!
Também o grupo de acólitos quis mostrar o seu numeroso grupo.
Quase no fim da procissão, vinha então o Senhor Bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto de Oliveira, natural do nosso distrito.
Como já é tradicional destas festividades, atrás vinham as bandas de música que actuaram, durante toda a tarde, no coreto, junto da igreja,
Reparámos no pormenor de uma banda ter os instrumentos amarelos e outra ter os brancos!
Por fim, regressámos ao local onde estavam estacionados os autocarros e a manifestação de contentamento continuava.
Enquanto os jovens acordeonistas tocavam, muitas pessoas dançavam.
Todas as pessoas iam regressando aos autocarros e depois foi a viagem para as nossa terras.
Na viagem, a alegria continuou e não faltou quem abrilhantasse a festa com a sua arte de animação.
Foi um dia muito divertido com a alegria de todos e aumentando os conhecimentos de património material e imaterial!